Palestra no âmbito da comemoração dos 60 anos do Estado de Israel
"Nós sabemos mais do que aquilo que devemos fazer. Fazer já não nos falta; o que nos falta é a ética".
Foi com enorme prazer e interesse que alunos, professores e convidados, ouviram as palavras proferidas pelo intelectual, Professor Doutor Adriano Moreira, no dia 19 de Maio, pelas 21h30, no Auditório 1 do ISLA - Gaia, no âmbito da comemoração dos 60 anos do Estado de Israel.
A palestra "Israel 60 anos" foi uma iniciativa do Centro de Estudos de Israel, Médio Oriente e Mediterrâneo (CEIMOM), estrutura permanente de investigação científica de carácter pluridisciplinar, que visa a promoção e o desenvolvimento da investigação e actividades no domínio dos estudos e da cultura relacionados com Israel, Médio Oriente e Mediterrâneo, criado a 7 de Junho de 2006, sendo o (ISLA - Gaia) a entidade acolhedora.
Adriano Moreira começou a sua palestra com uma resenha histórica abordando a criação do Estado de Israel.
Tudo aconteceu em 29 de Novembro de 1947 quando a ONU aprovou a resolução 181 que deu origem à divisão da Palestina em dois Estados, um árabe e outro judeu; os árabes não aceitaram a resolução e nesse mesmo dia começou a guerra.
Segundo o orador, a ordem (pactos militares) da ONU falhou e nunca entrou e vigor porque esta só foi orientada para os ocidentais. Referiu também que a América está do lado de Israel porque, essencialmente, "este está ele ligado à segurança dos ocidentais".
"O mundo está mal, mas sem as Nações Unidas estaríamos em perigo", salientou.
Fez também referência à população que está em Israel, uma geração que nunca conheceu a paz, grande motivo de inspiração para o terrorismo geral, frisando que o unilateralismo não pode continuar.
O professor Adriano Moreira referiu também que a Europa é uma região carente, onde falta mão-de-obra e matéria-prima, tendo dado como exemplo a energia.
"A sociedade civil é uma sociedade de confiança porque inconscientemente celebra contratos: quando tomamos café, quando abastecemos gasolina". Logo que a confiança está ferida, a paz está em perigo.
O Professor apelou para a proibição de vendas de armas, geradoras de violência que provocam a morte de muitos inocentes, e levou-nos a uma interiorização mais profunda quando afirmou: "Nós sabemos mais do que aquilo que devemos fazer. Fazer já não nos falta; o que nos falta é a ética: do poder político, das ordens, das profissões e da Saúde".
Com frases como "A paz nasce no coração do homem" ou "Não é um país sozinho que elimina as causas" deixou-nos reflexões sobre a paz no mundo ou a falta dela.